Início das minhas merecidas férias, abro o guia de programação cultural da universidade e lá estava ele. Um filme o qual eu estava tempos pra assistir chamado No Vale das Sombras.
Filme de 2007, tem como tema central a Guerra do Iraque e suas conseqüencias para os indíviduos direta e/ou indiretamente ligados a ela. Essa perspectiva se fixa no drama de um pai que, ao saber que seu filho retorna do front, estranha o seu desaparecimento repentino e inexplicável. Ao longo da narrativa acabamos descobrindo o que aconteceu, naturalmente.
Ao levantar como tema um conflito armado, o filme por si só já se pretende polêmico.
O primeiro e talvez mais importante ponto é o momento de retorno de soldados para sua pátria, no caso os EUA, e a irreconhecibilidade, por parte de seu próprio país, da condição de cidadão desses jovens. Num país que exporta a democracia, mas que vive permanentemente sob um governo anti-democrático, isso realmente não me soa estranho.
O segundo ponto talvez seja mais grave, porque diz respeito ao Poder. Na visualização da história ocorrem imagens reais de cenas da guerra, e da ação de soldados "treinados" para aquele tipo de situação. Em teoria é isso, mas a prática, como já dizia Eça de Queirós, é sempre diferente. "Falha na realidade o que se planejou na teoria". O que se vê são verdadeiros animais armados, indiferentes a uma ética universal de solidariedade, que destróem seres humanos por terem, em suas mãos, poder, simbolizados aqui pela dominação with guns.
Quanto a quem vigia os vigilantes, eu tenho certeza que não é o Exército dos EUA.
E sim, eu odeio o cowboy texano conservador de uma figa Bush.
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