quinta-feira, 30 de julho de 2009

O vento que nos leva...

Hoje é fácil, fácil mesmo. Não há ninguém que nunca tenha ouvido fala em E o Vento Levou, filmaço - pô, são impressionantes três horas e quarenta minutos de projeção - de 1939, considerado um épico até hoje, e ao lado de outros filmes sempre presentes em listas de melhores de todos os tempos.
Há aqui uma combinação genial de romance-amor com fundo histórico, mais especificadamente a Guerra Civil Americana, a qual dividiu sul e norte numa disputa política-econômica conhecida por nós. A personagem principal Scarlet e seu constante (des)relacionamento com o galã Rhett servem de núcleo individual ao um panorama socail mais amplo. Essa perspectiva minimizadora (vidas individuais que tem que dar certo), parece se alinhar com a ideologia americana da liberdade individual, não importanto o contexto, as ações devem partir do indivíduo para sua autorealização (econômica).
Focando-se na personagem principal, a garota (que se torna Mulher) Scarlet, mesmo pertencendo e tendo sido criada com os valores do sul americano, escravocrata e mais conservador, ao longo do filme, muito em parte em decorrência da guerra, observa-se a transformação de suas concepções em direção a ideologia presente ao norte, ou seja, a busca obstinada por se dar bem a qualquer custo, mesmo que isso implique em prejudicar a própria irmã. Sim, a irmã.
É ambíguo mesmo assim a figura dessa mulher, que ao mesmo tempo em que busca o melhor para si, não consegue esquecer Rhett. Isso sim é interessante.
Talvez como já dizia o grande compositor: "É impossível ser feliz sozinho..."
bjos e abraços dessa vez

sábado, 25 de julho de 2009

A ficção cinetífica imita a Vida

Nesta bela tarde de sábado me pego assistindo a um dos clássicos da ficção científica conhecida com o O Predador, filme de 1987, famigerado com certeza. O utilizo aqui apenas para elogiar essa linha de filmes que se inspiram na ficção científica.
Atividade principal desenvolvida pela humanidade, a ciência, assim como a vida, apresenta limitações no plano da realidade, porém, para salvar nossa mera existência existe o cinema, que nos permite inventar-criar-produzir coisas as quais não se "concretizam concretamente". Simples assim, esse pressuposto é o que abriu portas para a realização de clássicãos como o próprio predador, alien, e até SNAKEMAN. Sem dúvida esse gênero só deve ser cultuado. Ainda mais quando se fazem filmes de ficção com o intuito de dominarmos ideologicamente, transformar nossas cabecinhas livres em enlatados americanos, como já dizia Renato. Esses sim são os bons filmes de ficção.

Assistam o quanto puderem filmes desse porte, pois eles é que nos transformam em pessoas melhores.

:D

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Valer a pena...

Sempre há filmes que valem a pena se ver, principalmente os clássicos. Os motivos pelos quais alguns filmes se tornam clássicos são diversos, e todos sabem quando assistem a tal tipo de filme.

Cidadão Kane é um desses tipos de filme.

A época de seu lançamento muitos problemas ocorreram, mas o tempo a tudo resolve, transformando um filme problemático para alguns em uma história que muitos consideram a maior já produzida pelo cinema. A questão aqui é um monte de rupturas técnicas existentes ali, que tornam o filme um que realmente "vale a pena".

É isso aí galerinha, a dica de hoje é curta...mas grandiosa!

domingo, 19 de julho de 2009

Fim de semana de assistir o novo Harry Potter. E gostei do que vi por ali. Difícil não gostar, opinião de um fã assumido.
O sexto filme da série, O Enigma do Príncipe, tem por função iniciar o desfecho de uma série de sucesso iniciado com A Pedra Filosofal, colocando em cena, por isso, elementos obviamente presentes nos livros que nos dirijam para o aguardado desfecho.
Porém, hoje não escreverei nada a respeito do filme em si. A intenção, com esse pequeno post, é apenas registrar minha admiração com essa série, principalmente para a criatividade da autora Rowling, que ao longo dos sete livros se mantém coerente e com uma capacidade artítica sensacional. Fazer jovens extremamente deinteressados por leitura colarem em calhamaços do tamanho de um Grande Sertão: Veredas não é tarefa simples.
E é por esse motivo que vale a pena ler essa série, a qual, mesmo já tendo terminado, se mostra como um épico pop divertidíssimo...
Já encomendei o meu livro sete no site da saraiva, por apenas 9,90...corram e aproveitem!

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Eu queria ser Forrest...



Difícil não falar em um filme conhecido de todos chamado Forrest Gump, O Contador de Histórias. Filme cativante de 1994, o qual recebeu seis Oscars, incluindo Melhor Filme.


Sua história nos apresenta a vida do personagem Forrest Gump, e é nesse espaço que o filme se constrói como um retrato das mudanças sócio-comportamentais ocorridas durante os anos 60-70. Mas cónstroi-se, juntamente a isso, a individualidade do personagem principal como o "contador de histórias".


Inicialmente, o filme apresenta-nos a infância de Forrest, apenas para informar-nos sua característcia principal, a habilidade de correr rapidamente e também outro personagem, a garota Jeny, a qual se tornará o amor da vida de Gump e experimentará as mudanças geracionais já citadas. É desses dois personagens que o filme paralelamente bifurca-se, colocando Jeny como a cobaia de todas essas mudanças, enquanto Forrest, devido a sua inocência, aspecto esse central do filme, apenas assistirá os efeitos delas na vida de Jeny.


A inocência de Forrest, que se materializa nas histórias que ele descreve sentado em uma banca de praça a diversas pessoas que sentam ao seu lado, torna-se o elemento imunizador das mudanças que afetam Jeny, como por exemplo o contato com as drogas e a liberalização sexual características do período vivido, mudanças essas que nem sempre trouxeram somente coisas boas a quem viveu essa fase. Ao mesmo tempo, essa inocência também pode ser entendida como consequencia do modo de vida tradicional pelo qual Forrest foi criado, o qual se abala,mas não desaparece, com os novos costumes surgidos, personificados no outro personagem, tanto que o final do filme é emblemático nesse sentido, na medida em que Forrest cria seu filho da mesma maneira pela qual foi criado. A personagem de Jeny, de nenhuma forma simboliza o lado errado da história, apenas está ali para nos mostrar que o tempo mudando, mudam as formas de pensamento e por conseguinte as relações sociais.


Por fim, mesmo não abarcando aqui todos os personagens presentes no filme, recomendo sempre a visualização e a revisualização desse grande filme, simples no enredo, grandioso na defesa de diferentes modos de vida, mas que nem por isso não produzam frutos satisfatórios.


Só uma última afirmação, talvez para vivermos na loucura de hoje em dia tenhamos que ser um pouco de Forrest de vez em quando...



Viva Forrest e Jeny!

terça-feira, 14 de julho de 2009

O primeiro (?)

Talvez (não tenho exatamente a certeza deste talvez) o primeiro filme ao qual assisti numa sala de cinema tenha sido o não muito conhecido A Chave Mágica, e a importância de que talvez tenha sido esse filme o primeiro leva a uma merecida lembrança por aqui. Não me dei ao trabalho de procurar informações exatas sobre ele, apenas irei jogar memórias espontâneas a cerca desse divertido filmezinho.
Lembro que seu enredo envolvia um garoto que ganhava uma chave juntamente com um pequeno armário de madeira no qual acabava descobrindo o poder mágico que essa chave possuia. Logo que ele colocava alguns brinquedos no interior do movelzinho e o fechava e abria rapidamente com sua chava mágica os seus brinquedos adquiriam vida. Na trama os brinquedos que adquiriam importância eram um indiozinho e um caubói que ao longo do filme viviam em disputa. Mas essas características são apenas enredo.
O verdadeiramente legal do filme foi ter mostrado que no espaço do cinema há lugar para a fantasia, e inserido essa percepção em mim. Talvez, a partir daí, eu tenha realmente começado a me interessar por filmes.
Essa é uma lembrança afetiva a qual eu não poderia deixar de comentar.
Pera aí, mas eu to lembrando melhor, acho que o primeiro filme que assisti no cinema foi Toy Story...

sábado, 11 de julho de 2009


Embalado ultimamente por pesquisas feitas em sites de DVDs, tenho me interessado muito por um cineasta que muitos críticos consideram como o melhor cineasta nacional, mesmo já tendo falecido. O nome da vez é Glauber Rocha, conhecido diretor do movimento denominado como Cinema Novo, surgido na décadade 1960. Talvez em linha com o espírito sessentista, o movimento pregava "uma câmera na mão e uma ideia na cabeça".


Rebeldia e liberdade de criação em última análise.


Nessa linha, sugiro redescobrirmos os filmes desse grande autor, pois, sem dúvida, só sairemos ganhando com esse movimento, tendo também ideias na cabeça.

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Nada melhor do que abrir os trabalhos do blog falando de um tipo de cinema que por muitos (leigos, talvez) é visto como inferior, o próprio cinema nacional. Assim, ao contrário do que muitos pensam, há sim produções de qualidade feitas em terras tupiniquins, como por exemplo, o belo e poético Lavoura Arcaica, o real Tropa de Elite, e o top de linha Cidade de Deus. A lista de filmes realizados é enorme, em diferentes épocas e contextos.
Minimizando a intenção do post, a análise recai sobre apenas um único filme, o qual eu tive a oportunidade de assistir na universidade logo em que a ingressei, denominado O Céu de Suely. O filme, resumidamente, apresenta a situação de uma mulher - pertencente as classes pobres -chamada Suely, a qual possui uma filha de um cara anônimo que a largou. Suely, vivendo (desculpem) não me lembro em que parte do Brasil, retorna para sua terra natal para tentar conseguir dinheiro para realizar seu novo plano, ir tentar a vida, agora, em Porto Alegre. Nesse meio tempo, ela reencontra seu antigo amor, pelo qual ainda sente algo.
Característico de sua condição econômica, a falta de perspectiva permeia todo o filme, levando a protagonista a rifar seu corpo para transar por uma noite noite ao homem que ganhar o sorteio. E esse aspecto que torna o filme sensacional e que comentarei aqui de uma perspectiva pessoal.
Essa situação por qual a portagonista se propõe é caracterítica da já comentada falta de perspectiva existentes nas classes sem dinheiro, demonstrando a realidade crua, bruta e REAL. A necessidade de, de um ponto de vista conservador, mas ao mesmo tempo dignificador, autovender-se fisicamente é condição que gera uma (in)visível humilhação perante os demais moradores de sua localidade. Outro aspecto relevante, é a impossibildade da realização do amor entre seu antigo namorado e a própria Suely, onde se percebe a inexistência de alguma possibilidade de concretização da subjetividade dos personagens, tornando suas vidas, sem dúvida, piores. No filme, vemos a situação de apenas um indivíduo, mas pode-se sim estender essa perspectiva a coletividades discriminadas.
Por fim, o filme é isso mesmo o que vocês devem estar pensando, baixando de tom a linguagem agora, quem é pobre quase sempre se fode, não sendo uma realidade presente na cabecinha de pessoas mais ricas. Mas com essas eu não me importo, porque eu sei que não assistiram ao filme mesmo.
Começou...
Opa, finalmente a idéia se transformou em palavras. Há tempo venho desenvolvendo minha imaginação no sentido de realizar uma das atividades que mais gosto, ler sobre filmes e a arte do cinema. Percebendo que esse tipo de arte é uma das que mais torna a vida prazerosa, as pessoas mais inteligentes, nada melhor do que apronfudar-se nessa tarefa, contribuindo assim para gerar mais diversão a aqueles que pretenderem ler alguma coisa daqui.
A ideia não é escrever exclusivamente críticas a cerca de filmes, mas também produzir "textos" que descrevam, elogiem (na cara dura, porque sou um fã assumido de cinema) e gerem discussões livres entre todos.
Nessa linha, vamos lá então, sem mais delongas.
Grande Abraço