quinta-feira, 30 de julho de 2009

O vento que nos leva...

Hoje é fácil, fácil mesmo. Não há ninguém que nunca tenha ouvido fala em E o Vento Levou, filmaço - pô, são impressionantes três horas e quarenta minutos de projeção - de 1939, considerado um épico até hoje, e ao lado de outros filmes sempre presentes em listas de melhores de todos os tempos.
Há aqui uma combinação genial de romance-amor com fundo histórico, mais especificadamente a Guerra Civil Americana, a qual dividiu sul e norte numa disputa política-econômica conhecida por nós. A personagem principal Scarlet e seu constante (des)relacionamento com o galã Rhett servem de núcleo individual ao um panorama socail mais amplo. Essa perspectiva minimizadora (vidas individuais que tem que dar certo), parece se alinhar com a ideologia americana da liberdade individual, não importanto o contexto, as ações devem partir do indivíduo para sua autorealização (econômica).
Focando-se na personagem principal, a garota (que se torna Mulher) Scarlet, mesmo pertencendo e tendo sido criada com os valores do sul americano, escravocrata e mais conservador, ao longo do filme, muito em parte em decorrência da guerra, observa-se a transformação de suas concepções em direção a ideologia presente ao norte, ou seja, a busca obstinada por se dar bem a qualquer custo, mesmo que isso implique em prejudicar a própria irmã. Sim, a irmã.
É ambíguo mesmo assim a figura dessa mulher, que ao mesmo tempo em que busca o melhor para si, não consegue esquecer Rhett. Isso sim é interessante.
Talvez como já dizia o grande compositor: "É impossível ser feliz sozinho..."
bjos e abraços dessa vez

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