
Difícil não falar em um filme conhecido de todos chamado Forrest Gump, O Contador de Histórias. Filme cativante de 1994, o qual recebeu seis Oscars, incluindo Melhor Filme.
Sua história nos apresenta a vida do personagem Forrest Gump, e é nesse espaço que o filme se constrói como um retrato das mudanças sócio-comportamentais ocorridas durante os anos 60-70. Mas cónstroi-se, juntamente a isso, a individualidade do personagem principal como o "contador de histórias".
Inicialmente, o filme apresenta-nos a infância de Forrest, apenas para informar-nos sua característcia principal, a habilidade de correr rapidamente e também outro personagem, a garota Jeny, a qual se tornará o amor da vida de Gump e experimentará as mudanças geracionais já citadas. É desses dois personagens que o filme paralelamente bifurca-se, colocando Jeny como a cobaia de todas essas mudanças, enquanto Forrest, devido a sua inocência, aspecto esse central do filme, apenas assistirá os efeitos delas na vida de Jeny.
A inocência de Forrest, que se materializa nas histórias que ele descreve sentado em uma banca de praça a diversas pessoas que sentam ao seu lado, torna-se o elemento imunizador das mudanças que afetam Jeny, como por exemplo o contato com as drogas e a liberalização sexual características do período vivido, mudanças essas que nem sempre trouxeram somente coisas boas a quem viveu essa fase. Ao mesmo tempo, essa inocência também pode ser entendida como consequencia do modo de vida tradicional pelo qual Forrest foi criado, o qual se abala,mas não desaparece, com os novos costumes surgidos, personificados no outro personagem, tanto que o final do filme é emblemático nesse sentido, na medida em que Forrest cria seu filho da mesma maneira pela qual foi criado. A personagem de Jeny, de nenhuma forma simboliza o lado errado da história, apenas está ali para nos mostrar que o tempo mudando, mudam as formas de pensamento e por conseguinte as relações sociais.
Por fim, mesmo não abarcando aqui todos os personagens presentes no filme, recomendo sempre a visualização e a revisualização desse grande filme, simples no enredo, grandioso na defesa de diferentes modos de vida, mas que nem por isso não produzam frutos satisfatórios.
Só uma última afirmação, talvez para vivermos na loucura de hoje em dia tenhamos que ser um pouco de Forrest de vez em quando...
Viva Forrest e Jeny!
Esse filme é muito bom! Merecia o registro. Acho que ele é um exemplo do que já havia comentado anteriormente. O cinema tem o poder de transformar histórias que não seriam tão chamativas, em algo fascinante. É mágica!
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